Você fica linda quando usa as cores que falam de você
e deixa lindo meu dia quando meu coração te vê
Você fica linda quando sorri pra mim
e quando chora, junto com as suas lágrimas, perco um pedaço de mim
Amanhã não é dia vinte, mas é nosso dia
por que vou acordar ao seu lado, e minha primeira tragada de ar, será também de alegria
quinta-feira, 2 de maio de 2013
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Amor rima com...
talvez um dia não haja dor
no meu peito já baleado
quando eu falar desse amor
que eu não esperava de fato
como malícia brotando da terra
me colocou na sua mão, que todo dia me enterra
sem dó e sem motivo
você me pisa tão manso
e por isso sobrevivo
nem por isso não me canso
não entendo, mas creio que se não trouxesse tanta dor
talvez o nome disso não seria amor
no meu peito já baleado
quando eu falar desse amor
que eu não esperava de fato
como malícia brotando da terra
me colocou na sua mão, que todo dia me enterra
sem dó e sem motivo
você me pisa tão manso
e por isso sobrevivo
nem por isso não me canso
não entendo, mas creio que se não trouxesse tanta dor
talvez o nome disso não seria amor
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Entre os cílios
Não era o
banco molhado, nem o grupo de rapazes agitados sentados atrás de nós, nem nada
que ia me fazer cogitar que algo importaria mais naquele momento que o sorriso
dela. Tem dias que sinto me desacostumar da beleza dela. Eu olho centenas de
vezes, e em cada uma delas, eu descubro um pouco mais sobre como ela é bem
desenhada. De repente, eu olho no olho dela, que me olha de volta – check match
– ela me tem.
Então, ela
me beija, segura minha camisa. Por alguns segundos, imaginei a dor que seria
não tê-la. Soou tão intolerável a hipótese de aquelas mãos deixarem de segurar
minha camisa um dia, daquela boca procurar por outra boca quando quiser um
beijo. Foi quando coloquei meu braço ao redor dos ombros dela, como se pedisse
pra que ela ficasse.
Quero tanto
que ela fique, quero saber fazê-la ficar. Mas, se um dia ela precisar ir, terei
um arsenal de fotografias mentais às quais recorrer. Não vão suprir a ausência,
mas vão me lembrar que já tive os olhos mais bonitos olhando pra mim, dizendo
entre os cílios maquiados: “eu te amo”.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Voyeurismo de apartamento
Fumávamos um filtro vermelho e olhávamos as
outras cores, as que estavam além da tela da sacada. Considero a sacada o
paraíso dos voyeurs urbanos – aqueles cujos olhos adoram concreto e os
ouvidos poetizam buzina, motor e o vazio barulhento da cidade cheia.
Sobrevivendo entre óleo e fumaça, árvores costuravam o asfalto até o fim
da avenida. Meu amigo comentou maravilhado sobre as árvores, como se
fosse um grande motivo pra se alegrar. E é. Gosto de estar na presença
de quem também é apaixonado por contemplar. Talvez eu não confie na
humanidade de quem não sente alguma coisa lá no fundo ao olhar pro mundo
que o cerca, pra rotina que o prende.
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