Não era o
banco molhado, nem o grupo de rapazes agitados sentados atrás de nós, nem nada
que ia me fazer cogitar que algo importaria mais naquele momento que o sorriso
dela. Tem dias que sinto me desacostumar da beleza dela. Eu olho centenas de
vezes, e em cada uma delas, eu descubro um pouco mais sobre como ela é bem
desenhada. De repente, eu olho no olho dela, que me olha de volta – check match
– ela me tem.
Então, ela
me beija, segura minha camisa. Por alguns segundos, imaginei a dor que seria
não tê-la. Soou tão intolerável a hipótese de aquelas mãos deixarem de segurar
minha camisa um dia, daquela boca procurar por outra boca quando quiser um
beijo. Foi quando coloquei meu braço ao redor dos ombros dela, como se pedisse
pra que ela ficasse.
Quero tanto
que ela fique, quero saber fazê-la ficar. Mas, se um dia ela precisar ir, terei
um arsenal de fotografias mentais às quais recorrer. Não vão suprir a ausência,
mas vão me lembrar que já tive os olhos mais bonitos olhando pra mim, dizendo
entre os cílios maquiados: “eu te amo”.
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